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Aleitamento materno em tempos de Covid-19

Aleitamento materno em tempos de Covid-19

Em agosto celebramos o Dia Nacional da Saúde e promovemos a conscientização do aleitamento materno

Você sabia que, além de celebramos o Dia Nacional da Saúde (05/08), em homenagem ao médico Oswaldo Cruz, o mês de agosto também é conhecido como “Agosto Dourado” por incentivar e estimular o aleitamento materno? A cor dourada foi escolhida por simbolizar que o leite materno é considerado um alimento de qualidade ouro, rico em água, gorduras, proteínas, vitaminas e açúcares que o bebê precisa para se desenvolver bem e crescer de forma saudável, além de ter inúmeros fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções.

A amamentação é um dos vínculos afetivos mais fortes entre a mãe e o bebê. Logo após o nascimento, o momento de nutrir o filho torna-se também de interação e de troca com o recém-nascido, além de ser, a melhor fonte de nutrição infantil, sendo capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos. O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos ou mais e, de forma exclusiva, até o sexto mês de vida.

Vale lembrar que para a mulher a amamentação também traz benefícios como: reduzir o risco de câncer de mama e de ovários, diabetes, infarto, além de produzir ocitocina, hormônio que realiza a diminuição do sangramento no pós-parto.

Amamentação e pandemia

Segundo a Secretaria do Estado do Paraná, o aleitamento materno deve ser estimulado mesmo na pandemia, pois os benefícios da amamentação tanto para as crianças como para as mulheres superam os riscos potenciais de transmissão da doença. Até o momento, não existem evidências científicas que comprovem a presença do coronavírus no leite materno de mulheres que contraíram a infecção.

Separamos algumas recomendações importantes, devido à pandemia, para serem seguidas antes e após o aleitamento:

  1. Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos antes e depois de tocar o bebê;
  2. Usar máscara facial de pano (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
  3. A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;
  4. Evitar que o bebê toque o rosto da mãe, especialmente boca, nariz, olhos e cabelos;
  5. Após a mamada, em caso de mães suspeitas ou confirmadas de COVID-19, os cuidados com o bebê (banhos, sono) devem ser realizados por outra pessoa na casa que não tenha sintomas ou que não seja também confirmado de COVID-19. Em caso de troca de fraldas, é recomendado o uso de luvas cirúrgicas ou de procedimento descartáveis.
  6. No caso de a mãe não se sentir à vontade para amamentar, devido à suspeita da doença, poderá extrair o leite manualmente ou com o uso de bomba de extração láctea e outra pessoa saudável e sem sintomas poderá ofertar o leite ao bebê em um copinho ou colher, tudo devidamente higienizado.

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas estão vivenciando uma condição de trabalho diferente em casa: o teletrabalho, também conhecido como home office. Por isso, preparamos algumas dicas para auxiliar na amamentação:

  1. Amamentar precisa de um planejamento familiar, ou seja, é necessário o envolvimento da mãe e do pai, para organizar o dia-a-dia da família e ajudar a mãe a amamentar nesse período inicial da vida do bebê.
  2. Escolha um ambiente de baixa movimentação, evitando interrupções indesejadas e aproveite ao máximo esse vínculo entre “mãe e filho”.
  3. É importante que você relaxe antes e durante a amamentação, assim, tornará a experiência mais agradável e melhor para você e seu bebê.
  4. Tenha apoios para seu corpo, escolha uma poltrona ou cadeira com apoio para os braços e use almofadas ou travesseiros para apoiar os cotovelos, se necessário, utilize também apoio para os pés.
  5. Apoie o seio, sua mama provavelmente estará mais pesada, pois ficará cheia de leite, portanto, suas mãos para apoiá-la enquanto amamenta.
  6. Apoie o bebê, para que fique confortável e tenha segurança durante a mamada. Use seu braço ou sua mão para segurá-lo ou coloque um cobertor ou travesseiro como apoio para a cabeça do bebê, mantendo-a na altura do peito. Também poderá inserir um travesseiro sobre seu colo e o bebê em cima, para que ambos sintam-se mais confortáveis (indicação pós cesárea).
  7. Alterne posições de amamentação, ajudará a prevenir dores nos mamilos, infecções nas mamas e empedramento nos ductos lactíferos.
  8. Troque de seio, comece a próxima mamada com o seio que estiver cheio, ajudará a aumentar a produção de leite e prevenir a mastite.

Aline Gomides da Silva - Enfermeira do Trabalho do Sesi no Paraná

Observatório Sistema Fiep
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