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Conselho setorial fortalece indústria automotiva do Paraná em 2021

Conselho setorial fortalece indústria automotiva do Paraná em 2021

Roadmap Automotivo e Autopeças 2031, elaborado pelo Sistema Fiep, identificou oportunidades para avançar na representatividade do setor.

Eletrificação, conectividade, mobilidade compartilhada e direção autônoma. Essas são algumas das tendências apontadas no estudo Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense – Roadmap Automotivo e Autopeças 2031, elaborado pelo Observatório Sistema Fiep. Lançado no início de 2021, o documentou fomentou uma transformação importante para o Paraná: a criação de um Conselho Setorial da Indústria Automotiva. A iniciativa é inédita no estado, como explica Ariane Hinça, coordenadora do Observatório e responsável por conduzir o estudo. “Temos organizações responsáveis por fóruns nacionais, e iniciativas que congregam apenas elos isolados da cadeia, mas ainda faltava um espaço de interação entre todos os stakeholders do setor no Paraná. O roadmap deixou isso evidente e, a partir de então organizamos um fórum aberto e permanente”, contextualiza. No Conselho há representantes da indústria, das instituições de ensino e pesquisa, do governo, e do Sistema Fiep. São cerca de 90 profissionais em quatro grupos de trabalho: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Articulação e Infraestrutura, Mercado, e Formação de Pessoas. Todos foram mobilizados a partir de fatores críticos identificados no estudo Rotas Estratégicas.

Lideranças atuantes

Ao longo deste ano, os grupos de trabalho concentraram esforços na disseminação do conhecimento, mostrando ao mercado os desafios e os caminhos possíveis para incrementar a competitividade. O presidente do Conselho, Max Forte – CEO da Brose – elenca alguns desses caminhos: “Adequação dos cursos e desenvolvimento de pessoas com foco nas demandas do mercado, ampliação do fomento à pesquisa e desenvolvimento, com aproximação de entidades acadêmicas e fundações, acesso ao mercado externo, acesso à informação de benefícios legais e fiscais e fortalecimento da representatividade do setor para formular políticas de estado que atraiam mais investimentos”. São muitas tarefas e o modelo de governança compartilhada mostrou-se bastante certeiro: “Os grupos têm se reunido e apresentado propostas concretas de trabalho que vão desenvolver toda a cadeia”, complementa Max.

As Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense – Roadmap Automotivo e Autopeças 2031 são o pano de fundo para uma mudança cultural, que proporciona um modelo de interação colaborativo na indústria automotiva paranaense. “Na rota, identificamos que o setor precisava de um Conselho. Agora temos lideranças, infraestrutura e compartilhamos diferentes expertises”, pontua Ariane. Nos últimos anos, o segmento passou a ser muito representativo na indústria da transformação do estado - entre janeiro e setembro, a alta acumulada da produção industrial no Paraná ficou em 44,3%, de acordo com o IBGE.

Fomento à inovação

Um marco importante que resultou do trabalho do Conselho é a criação de um parque tecnológico 4.0 da indústria automotiva. O Paraná ainda não tinha um projeto nesse sentido. “Com o avanço na criação do Parque Tecnológico Indústria 4.0, podemos responder às várias demandas do setor Automotivo e Autopeças em parceria com o governo e a academia”, destaca Marcus Vinicius Aguiar, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Renault do Brasil. Aguiar lidera o grupo de Articulação e Infraestrutura, responsável por aproximar diferentes stakeholders das esferas pública e privada: “Juntos, os grupos de trabalho buscaram vários desafios para fortalecer o setor nos curto e médio prazos. Como desdobramentos, nossos webinars se consolidaram como plataforma colaborativa da indústria”, completa.

O Campus da Indústria do Sistema Fiep foi escolhido para sediar o parque tecnológico automotivo, com engajamento de todos os grupos de trabalho para a criação de um espaço físico focado em inovação.

Outra conquista de destaque é o 1º edital Napi (Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação) Sistemas Automotivos. Trata-se de uma resposta efetiva da Fundação Araucária para que empresas do setor automotivo, sediadas no estado do Paraná, apresentem propostas de fomento e demandas de pesquisa. No edital, que terá aporte de R$ 1 milhão, as indústrias selecionadas se comprometem a investir metade do montante de recursos e a Fundação Araucária investe a outra metade. O objetivo é que a comunidade científica possa atuar em projetos voltados às demandas da indústria.

Os temas priorizados na chamada foram selecionados a partir da Rota Estratégica Automotivo 2031. A chamada está aberta até o dia 15/01/2022. As informações sobre o edital estão neste link.

Desenvolvimento do mercado de trabalho

O crescimento do setor automotivo passa, obrigatoriamente, pela qualificação da mão de obra. E há um grupo de trabalho do Conselho Setorial da Indústria Automotiva só para tratar disso, conduzido por Wilson Bill, presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná (Sindirepa Paraná). “Nosso papel é contribuir para atender a necessidade de mão de obra qualificada para a indústria 4.0, gerar emprego, renda e suprir as demandas do setor industrial”, pontua Bill.

Para isso, o time tem mapeado as necessidades de capacitação e especialização de mão de obra para as indústrias da cadeia automotiva do Paraná, e quais os cursos e capacitações nos diversos níveis já disponíveis para atender as demandas apontadas pelas indústrias. “Podemos contar com uma diversidade de profissionais do Sistema Fiep, do setor industrial, das faculdades e universidades, promovendo debates e relacionamentos com contribuições importantes para o conselho e para todos os envolvidos”, analisa o presidente do Sindirepa Paraná.

Sobre o roadmap

O estudo Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense – Roadmap Automotivo e Autopeças 2031 é muito mais que um documento informativo. Ao convidar os gestores para um exercício de planejamento estratégico, o mapa contribui para o processo de tomada de decisões, antecipando cenários possíveis, identificando tendências e tecnologias-chave para a indústria. “Nós desenhamos uma visão de futuro capaz de provocar competição no setor. Todos competem no mercado enquanto cooperam na execução das atividades. É uma nova dinâmica, participativa, que tem a cultura de inovação aberta como catalisadora”, finaliza a coordenadora do estudo do Observatório, Ariane Hinça.

O estudo está disponível para download. Clique aqui e baixe.

Observatório Sistema Fiep
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