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Hipertensão arterial e os cuidados em tempo de pandemia

Hipertensão arterial e os cuidados em tempo de pandemia

 

Parte do grupo de risco, os hipertensos devem manter os cuidados habituais com a saúde e com a quarentena

Segundo aponta a pesquisa Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), atualmente 24,5% dos brasileiros apresentam hipertensão arterial (pressão alta).

Dentre os sintomas da pressão alta estão: dores no peito, dor de cabeça, falta de ar, fraqueza, zumbido, tontura, palpitações, sangramento nasal e/ou visão embaçada, sendo muito importante medir a pressão arterial e procurar um médico.

De acordo com os relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, os hipertensos estão entre os principais alvos de complicações pelo Novo Coronavírus. Um estudo feito em Wuhan, na China, com pacientes infectados, mostrou que 48% das pessoas que morreram tinham pressão alta.

Por isso os hipertensos merecem uma atenção especial durante a pandemia. Eles devem tanto buscar evitar o contágio pelo vírus, mantendo o isolamento social, como continuar com os cuidados habituais para o controle da pressão arterial, que são o uso dos medicamentos prescritos pelo médico, uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos.

Bons hábitos são excelentes para combater a hipertensão. Desta forma, independentemente da faixa etária, são recomendados à população alguns comportamentos e atitudes que ajudarão na manutenção de uma vida fisicamente ativa, da saúde física e mental e serão importantes para o enfrentamento deste momento de isolamento social, tais como:

  • Realizar atividades físicas que sejam prazerosas, explorando espaços domiciliares e utensílios disponíveis para se movimentar. Exemplos: caminhada, corrida, dança.
  • Realizar atividades de vida diária como limpeza, manutenção e organização dos espaços domésticos;
  • Brincar e se exercitar com as crianças, adolescentes e animais de estimação, resgatando brincadeiras e jogos que promovam gasto energético superior à condição de repouso;
  • Evitar o comportamento sedentário, intercalando o tempo sentado ou deitado com períodos de atividade física, reduzindo o tempo de uso de dispositivos eletrônicos;
  • Reservar alguns minutos para atividades de alongamento, relaxamento e meditação.

Exercícios físicos bem orientados, incorporados à rotina, ajudam na liberação de óxido nítrico, que é um vasodilatador e, portanto, contribui naturalmente para manter a pressão em níveis normais. A recomendação da OMS para indivíduos saudáveis é de, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana para adultos e 300 minutos de atividade física por semana para crianças e adolescentes. Essas atividades devem ser acumuladas durante os dias da semana, podendo ser divididas de acordo com sua rotina. Por exemplo 30 minutos de exercício, divididos em 5 dias = 150 minutos por semana.

Uma alimentação balanceada, com baixo consumo de sal, também é essencial para manter a pressão nos níveis normais. A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) recomenda o máximo de 5 gramas de sal por dia (1 colher de chá). Não esquecendo que o sal está presente em boa parte dos alimentos processados e ultra processados (macarrão instantâneo, temperos industrializados, salgadinhos), facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas que deveriam ser evitados. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda também o chocolate amargo (70% de cacau), o ômega 3, encontrados em peixes, o alho, o chá verde, o café e as fibras (aveia, cevada, feijão, grão de bico, lentilha, ervilha), como adjuvantes no controle da hipertensão.

Além disso, a OMS recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas e hortaliças, o que equivale, aproximadamente, ao consumo diário de cinco porções desses alimentos.

Veja aqui, mais dicas sobre hábitos para se manter saudável e ter uma boa imunidade:

Por: Sesi PR

Observatório Sistema Fiep
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