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Medidas anunciadas com impacto na concessão de crédito

Medidas anunciadas com impacto na concessão de crédito

Hoje vamos falar sobre as medidas que impactam as concessões de crédito de forma a possibilitar que as empresas consigam ter um fôlego e se planejar da melhor maneira possível para passarem pelo cenário atual. Também disponibilizamos aqui um check list com pontos fundamentais para o planejamento e operações dos negócios nesse período. Os materiais a seguir foram elaborados com o apoio do Núcleo de Acesso ao Crédito e Observatório Sistema Fiep.

Governo Federal (Banco Central e Comissão de Valores Monetários)

  • Dispensa dos bancos de aumentarem o provisionamento no caso de repactuação de operações de crédito que sejam realizadas nos próximos seis meses, facilitando a renegociação de dívidas. 
  • Redução do Adicional de Conservação de Capital Principal de 2,5% para 1,25% pelo prazo de um ano, ampliando a folga de capital do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em R$ 56 bilhões, o que permitiria aumentar a capacidade de concessão de crédito em torno de R$ 637 bilhões.
  • Simplificação de exigências (ainda não informadas) para contratação de crédito, bem como dispensa de documentação (CND) para renegociação de crédito.
  • Mais de R$ 5 bilhões em crédito para o Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER) / Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para micro e pequenas empresas.
  • Prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e de micro e pequenas empresas. Isso vale para os contratos vigentes que estejam com as parcelas em dia e limitados aos valores já utilizados (repactuação de dívida). 
  • Redução da taxa SELIC de 4,25% para 3,75% ao ano.
  • Redução das taxas de juros pela Caixa Econômica, Itaú e Bradesco.

Caixa Econômica Federal

Liberação de R$ 75 bilhões, sendo:

  • R$ 30 bilhões para compra de carteira de crédito consignado e de financiamentos de carros em bancos médios, caso essas instituições financeiras tenham dificuldades.
  • R$ 40 bilhões para capital de giro, principalmente para empresas do setor imobiliário e as pequenas e médias.
  • R$ 5 bilhões para o crédito agrícola.

Medidas para as empresas: 

  • Para micro e pequenas empresas, a redução de juros será de até 45% nas linhas de capital de giro, com taxas a partir de 0,57% ao mês.
  • Carência de até 60 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação das linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços. 
  • Linhas de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos, com até 60 meses para pagamento.

Banco do Brasil

Liberação de R$ 100 bilhões, sendo:

  • R$ 24 bilhões destinados a pessoas físicas.
  • R$ 48 bilhões para empresas.
  • R$ 25 bilhões para o agronegócio. 
  • R$ 3 bilhões para administrações públicas municipais e estaduais.

Os recursos irão reforçar as linhas de crédito já existentes, principalmente as voltadas para crédito pessoal e capital de giro.

Linhas empresariais vigentes: BB Giro Digital, BB Giro Empresa e Giro MPE Tributos.

A Fomento Paraná e o BRDE apresentarão nos próximos dias linhas emergenciais para capital de giro. 

Observatório Sistema Fiep
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