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Obesidade e Covid 19: o que podemos fazer agora?

Obesidade e Covid 19: o que podemos fazer agora?

 

O conjunto de cuidados com a saúde pode reduzir o risco de complicações da doença

Algumas publicações têm mostrado que pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) apresentam maiores taxas de complicações decorrentes da infecção pelo novo coronavírus. A obesidade é uma DCNT caracterizada pelo excesso de gordura corporal que traz prejuízo à saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o diagnóstico pelo índice de massa corporal (IMC), que é calculado utilizando a altura e o peso do indivíduo (IMC = peso (kg) / altura (m)2). Uma pessoa tem obesidade quando o IMC é maior ou igual a 30 kg/m2. A faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9 kg/m2 são classificados com sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura.

No Brasil 55,7% da população têm sobrepeso e 19,8% são obesas.

Mas por que a obesidade pode estar associada a mais complicações?

Muitas pessoas não sabem disso, mas a obesidade é uma doença inflamatória. E quando o nosso sistema imunológico está muito comprometido, como no caso da inflamação crônica que acontece na obesidade, esse sistema de proteção não estará completamente disponível e com a sua maior taxa de eficiência para poder nos ajudar a combater esse vírus. O sistema imunológico é um sistema complexo de células e moléculas, presentes por todo o nosso corpo, que tem a função de reconhecer e eliminar qualquer molécula estranha, dentre elas os vírus.

Mas, e se o indivíduo é obeso, ele terá complicações?

Não necessariamente. Os estudos ainda são muito recentes e não podem confirmar esta informação.

O que uma pessoa obesa pode fazer para não ter um quadro mais complicado da Covid-19?

Em primeiro lugar, como todas as outras pessoas, ela deve seguir rigorosamente as recomendações para evitar se contaminar, como a higiene constante das mãos com água e sabão ou álcool 70%, distanciamento social, cuidados ao sair de casa, higienização de alimentos após a compra, entre outras recomendações do Ministério da Saúde. O que se pode fazer além disso é cuidar da alimentação, fazer atividade física, manter a saúde mental e sono de qualidade. Isso é fundamental para que o nosso corpo faça o melhor possível manter a nossa saúde em dia ou que se reestabeleça mais rapidamente caso fique doente.

Seguem algumas orientações sobre alimentação que podem ajudar:

  • Tome água. O recomendado é 35ml por kg todos os dias. Faça a sua conta. Não espere para ficar com sede. Adquira o hábito de tomar água várias vezes ao dia;
  • Evite o consumo de alimentos que pioram a inflamação como açúcar, farinhas brancas, excesso no consumo de carnes, ultraprocessados, alimentos ricos em gordura trans, refrigerantes e frituras.

Alguns alimentos são essenciais para que a nossa defesa esteja a postos para o combate ao vírus. São eles:

Alimentos fontes de vitamina A e vitamina C: vegetais e frutas amarelo-alaranjados (manga, cenoura, abóbora), verde escuros (brócolis, couve), vermelhos (tomate, morango, romã), frutas vermelhas, frutas cítricas (laranja, limão, tangerina), acerola, caju, pimentão, repolho e brócolis.

Vitamina D: tome sol, ao menos 15 minutos ao dia, e consuma alimentos fonte: peixes, ovo, fígado, queijos e cogumelos.

Vitamina E: gérmen de trigo, semente de abóbora, azeite de oliva, abacate, oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes), gema de ovo e grãos.

Ômega 3, selênio e Zinco: peixes, castanhas, oleaginosas (castanha do Brasil ou do Pará, nozes), semente de girassol, farelo de trigo, frutos do mar, frango e cereais integrais, peixes, carnes, aves, produtos com grãos e cereais integrais, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha).

Ferro: Carne vermelha, ovo, hortaliças, leguminosas, frutos do mar

Alimentos com ação antinflamatória e antioxidante como frutas cítricas, berinjela, goiaba, salsa, alcachofra, basílico, aipo, camomila e salsinha, cebola e maçã com casca, chocolate amargo, chá verde, cúrcuma, curry, gengibre e alho.

Movimente-se, mesmo em casa

A organização Mundial da Saúde, estabelece que para que um indivíduo se torne fisicamente ativo, é de extrema importância praticar, no mínimo, 150 minutos de atividade física, por semana. Então seguem também algumas recomendações que mesmo em casa, possa te manter em movimento:

  • Faça caminhadas ao menos, 30 minutos mesmo dentro de casa;
  • Execute movimentos no seu corpo, que não te causem dores musculares, articulares e nem que forcem efetivamente seu sistema muscular e cardiorrespiratório;
  • Suba e desça de maneira leve, sem causar barulhos das articulações, escadas, degraus, de forma que seu batimento cardíaco eleve vagarosamente, para te manter fora do seu estado de repouso.
  • Crie uma rotina de alongamentos, onde seu corpo possa responder com sensação positivas, sem dores, no seu limite, onde você possa sentir a amplitude de movimento de cada músculo.
  • Caso tenha um profissional de confiança, organize momentos on-line para que possa prescrever e orientar a melhor forma para executar movimentos que te tornem fisicamente ativos.

Importante ressaltar que nenhuma dessas recomendações executadas de forma isolada é capaz de evitar a contaminação ou tratar a Covid-19, porém, o conjunto de cuidados com a saúde pode reduzir o risco de complicações por esta infecção.

O Sesi disponibiliza uma CENTRAL DE SAÚDE para tirar suas dúvidas sobre o coronavírus pelo email centraldeinformacoes@sistemafiep.org.br ou whatsapp: 41 99602-6727 das 8h às 18h.

Por: Sesi PR

Observatório Sistema Fiep
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